Recebemos a presença de Marcia e a filha Ana Luisa,12 anos , recém diagnosticada, que participa da pesquisa com células mesenquimais realizada na USP de Ribeirão.
As células-tronco mesenquimais existem em vários tecidos como na gordura e na parede dos vasos. Além do poder de regeneração, os médicos também pesquisam a capacidade que elas teriam de regular o sistema imunológico a ponto de evitar a rejeição.
"O que nós fazemos é retirar da medula óssea e pode ser retirada de outros tecidos, mas no nosso projeto é da medula óssea. E a gente injeta a célula no paciente sem a quimioterapia. Essa que é a grande vantagem", explica o hematologista Júlio Voltarelli, USP.
As células mesenquimais serão colhidas do pai ou da mãe e proliferadas em laboratório. Após algumas semanas estas células são infundidas diretamente via endovenosa no paciente e em seguida nova infusão 1 mês após (total de 2 infusões). As evidências atuais indicam que estas células migram diretamente para áreas inflamadas - no caso as ilhotas pancreáticas – e promovem seus efeitos acima citados de imunossupressão e regeneração. A grande vantagem deste novo estudo é a não imunossupressão sistêmica, aplicação endovenosa simples, não-necessidade de internação e possibilidade de regeneração da massa de células b. Apesar de estas células não serem do paciente, elas não expressam HLA de classe I, portanto não sendo reconhecida como estranha. A coleta é feita diretamente da crista ilíaca sob anestesia em ambiente cirúrgico.
Os critérios de inclusão para este estudo com células-tronco mesenquimais são: idade entre 12 e 35 anos, positividade do anticorpo anti-GAD, ausência de cetoacidose diabética prévia, diagnóstico de diabetes tipo 1 há menos de 4 semanas.
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